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Os homens da pré—história deixaram seus desenhos pintados com sangue,
carvão e argila.
Na Renascença as telas feitas; à óleo mostraram a perfeição dos traços e a combinação das cores,
alcançando o expoente máximo ao retratarem a realidade de coisas e pessoas.
Com a invenção da fotografia, os pintores foram libertos do compromisso de retratar fielmente a
realidade, pois a fotografia alcançava este resultado com mais eficiência e rapidez.
Os pintores então deram asas à sua imaginação e a liberdade de expressão trouxe as magníficas
obras da pintura contemporânea.
A evolução continuou.
A tecnologia eletrônica trouxe a fofo digital.
Truques e mais truques podem ser feitos e aí a história se repete.
Esta invasão eletrônica veio libertar mais uma vez o artista.
Para os fotógrafos de arte contemporânea veio a liberdade.
Liberdade de não ficar retratando somente a realidade, a perfeição objetiva.
Ficaram livres para registrar na película a sua arte, para criar a composição do seu fotograma.
Livres usam o que quiserem e como desejar.
Paus, pedras, terra, insetos, folhas, outras fotos, areia, frutas, cereais. etc. Manipulam a luz,
escolhem os ângulos, jogam com as velocidades e com as aberturas do diafragma.
O resultado são fotos surpreendentes, surrealistas e subjetivas.
Escondem dos olhos desatentos figuras esguias, fantasmas, faces informes e tênues esboços de
criaturas da Era Jurássica, numa composição que emociona e surpreende quando descobertas.
Neste fim de século, principio de novo milênio é esta nova expressão de arte que chega fazendo
história.
Não importa se foi pintada com sangue, se Leonardo Da Víncí, Rebrandt, Toulouse, Renoír ou
Pícasso usou óleo, se foi grafite, aquarela, tintas acrílicas ou filme fotográfico para registrar a composição artística.
O importante é a ação que vem de dentro, a inspiração, a manifestação Ia criação, que
emociona mostrando o belo. |
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